"Nascido e criado na Margem Sul", de Rui Unas, chegou às livrarias no dia 19 de Março .

 

 

 Rui Unas publica autobiografia imaginária baseada em factos reais, no ano em que cumpre 40 anos.

 

Esta é a sua história.

 

Rui Unas vive na Margem Sul há 40 anos e correm rumores de que nunca foi sequer a Lisboa. (Diz-se que sente vertigens ao aproximar-se da ponte e que só de charola aceita pôr os pés num cacilheiro.)

Em certas noites de nevoeiro há relatos de avistamentos do nosso herói no braço esquerdo do Cristo Rei – de costas para Lisboa.
Pela Margem Sul cresceu, levando uma vida pautada pelo vício e pela transgressão gratuita, tendo conquistado o pleno domínio da sua praceta

 

enquanto criança. É dali que ainda hoje controla o tráfico de ursinhos de goma em toda a Margem Sul e comanda o movimento independentista sectário auto-denominado «A Margem Sul é até Cabo Verde».
Há cerca de 20 anos, conquistou o mundo aos microfones da Rádio Seixal, travestindo-se desde então de radialista, apresentador de televisão, fake MC, autor de autobiografias imaginárias, actor e profissionalíssimo professor de kizomba.
Don Juan nas horas vagas (e nas outras horas todas), são épicas as histórias das suas conquistas, de Alcochete à Caparica, tendo as suas bravatas inspirado argumentos cinematográficos de uma produtora de renome, sediada numa cave do Barreiro.  
Marcou gerações, sobretudo a que o viu de maillot de luta greco-romana, e nem com uma vida inteira de psicoterapia conseguirão os margem-sulenses esquecer a primeira vez que dançou o malhão africano em público.

 

Este é o autor.

Rui Unas nasceu, em 1974 e contra todas as expectativas, em Lisboa. Mas a parte do «criado na Margem Sul» é verdade, sosseguem. A paixão pelo entretenimento cedo se manifestou, ainda petiz, animando os intervalos e as festas escolares na rádio da Escola Secundária do Fogueteiro. Depressa ingressou no mundo do radialismo profissional, com um programa na Rádio Seixal e, mais tarde, na Antena 3 e Antena 1. Daí à televisão foi um tirinho. A apresentação de programas como Alta Voltagem, Curto Circuito e Cabaret da Coxa valeram-lhe o epíteto de “Ganda Maluco” e abriram-lhe as portas do cinema (com Os Imortais, de António Pedro Vasconcelos) e do teatro. Na televisão passou recentemente por programas de ficção como O Último a Sair e Anti-Crise, ou por telenovelas em que encarna personagens que vestem fato. O êxito DE Margem Sul State of Mind, da sua autoria, é um hino ao sítio que o viu crescer e onde insiste em viver, apesar do investimento brutal em relógios e ténis (sempre que passa por aquela esquina) que essa decisão implica.   



 

publicado por Editora Objectiva às 17:54 | link do post | comentar