John Fante e "Estrada para Los Angeles" no Público.Cultura.

 "Fante é invejável na recriação de uma literatura de autenticidade, despojada de afectação."

 

"A obra literária de John Fante afigura-se-me como uma das mais originais do século XX. Obviamente teremos de descontar os autores do período da mitteleuropa, entre os quais Musil não tem quem se lhe compare. Mas é justamente porque se contrapõe a uma literatura erudita e refinada que John Fante ganha um lugar entre os grandes do século e provavelmente entre os mais esquecidos. Não se trata apenas da criação do inominável quanto histriónico alter ego, Arturo (Gabriel) Bandini, que lhe vale centenas de parágrafos hilariantes, de compaixão, de razões contraditórias, de terna franqueza, de comportamentos irresponsáveis e atitudes desenquadradas. Não: Fante é invejável na recriação de uma literatura de autenticidade, despojada de afectação. Lê-lo é confrontarmo-nos com o risível de que somos feitos, com as nossas misérias, os nossos planos mesquinhos, a iniquidade das nossas pretensões ou a tibieza das nossas fantasias. Somos heróis e fracos em simultâneo, ridículos semideuses, e essa é uma lição do autor. A despretensão de quem é capaz de rir de si, fingindo não o fazer – para o fazer ainda melhor."(...)

 

Leia mais em Público.Cultura.20.04.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Editora Objectiva às 08:40 | link do post | comentar